sábado, 27 de junho de 2020

CIDES,Em busca de saúde- prof Ana André


CIDES. Em busca de Saúde - prof Ana André



CONTA-ME COMO É


CONTA-ME COMO É


Confinado no ano 2020

No dia 29 de março de 2020 foi o meu aniversário, fiz 12 anos e será o aniversário que vou recordar para sempre e não pelas melhores razões! Pela primeira vez não tive festa de aniversário com os meus amigos e família, porque o vírus covid-19 tinha chegado a Portugal e o mais assustador é que já estava na minha cidade, Vila Real.
Fiquei confinado em casa, nem sabia o que queria dizer “confinar”, - (ficar fechado em casa), sozinho com a minha irmã e o meu cão Max. Na televisão ouvia a notícia que toda a gente nessa altura estava em casa, todo o mundo até, e que morriam muitas pessoas, principalmente as que tinham mais idade e algumas mais doentes.
De manhã assisto as aulas e faço alguns tpc´s, a tarde jogo jogos online com alguns dos meus colegas, levo o meu cão a rua, vejo televisão e arrumo o meu quarto.
Ao fim do dia vou dar uma caminhada com o meu pai.
Durante este tempo as vezes sento-me confuso, com algum medo e preocupado, não consigo dormir bem, algumas noites nem dormi, fiquei acordado a noite toda e também ouve dias que não conseguia comer, sentia-me cansado mesmo a não estar a fazer nada.
Uma das coisas que me assustou muito, foi uma vez que tive que ir com o meu cão a rua e não vi ninguém, nem pessoas, nem barulho de carros nem vi outros cães,  parecia que todo o mundo tinha desaparecido, mas ao mesmo tempo dei conta que havia muitos passarinhos no jardim da igreja onde vou passear o meu max e eu nunca os tinha ouvido a cantar tanto e tão alto.
As aulas começaram a ser pelo google classroom, e até começaram a ser muito interessantes, eu estou sozinho em casa, mas tenho internet, pc, tablet e telefone e agora até me trazem o almoço a casa, só não acho justo para alguns colegas que estão acompanhados em casa, mas não tem internet nem computador, nem telefone e não podem estar nas aulas e devem estar a sentir-se mais sozinhos do que eu.
Começamos uma maneira diferente de aprender, vamos ficar mais experientes a utilizar a informática para aprender nas varias disciplinas, agora podemos de utilizar os telefones, computadores e tabletes para conseguir assistir as aulas, é divertido, é mais fácil mas  as vezes não corre muito bem, principalmente na aula de música, porque os sons não ficam iguais, mas dá sempre para aprender coisas novas e dá sempre para ouvir os meus colegas e professores.
 Os professores também gostaram tanto desta nova forma de dar aulas que nunca se esquecem de nos deixar tpc, eu até acho que trabalho mais agora, do que quando estava na sala de aulas.
Os aspetos positivos deste período é saber que o gosto é de ir à escola, e de entrar na minha sala de aulas.
Também acho positivo que os professores agora podem conhecer-nos melhor, porque tem mais tempo e menos barulho.
Sinto falta de estar com os meus colegas e amigos, das visitas de estudo e das festas da escola, da minha equipa do desporto escolar e de jogar a bola nos intervalos das aulas, até tenho saudades de ir comprar gomas ao marrão.
Todas as atividades estão a ser interessantes, algumas mais do que outras, mas consegui aprender e entender a matéria com mais facilidade, porque agora não me distraio.


Lucas Túbio, 6º D – n.º 18

CONTA-ME COMO É


Tempo de confinamento

Este tempo de confinamento não foi difícil nem fácil, pois não tenho muito a dizer devido a ter estado sempre em casa. Como sou uma doente de risco, tive todos os cuidados e não saí nem mantive contacto com pessoas que não fossem da minha família ou de dentro da minha casa.
Durante esta quarentena eu ocupei o meu tempo a estudar, a estar no telemóvel, falar com os meus amigos, brincar na rua e a andar de bicicleta.
A maior parte do tempo senti-me sozinha, e isolada, mas também tive dias que me senti muito bem e acompanhada.
Esta quarentena trouxe de positivo o facto de me ter empenhado ainda mais nas aulas, e poder passar mais tempo com os meus pais e irmãs.
Senti falta dos meus amigos, de poder sair à rua normalmente e passear.
Com este isolamento tivemos de aprender a ter aulas de forma diferente, mas adaptei-me bem e as minhas notas têm sido bastantes positivas. Não é tao fácil aprender como se estivesse na escola, mas tenho-me empenhado bastante.  
                                                                                              Lara,6ºD



Lara Silva
Nº15  6D

CONTA-ME COMO É


"Saúde" - “Pandemia Covid-19:

E agora?”


Durante este tempo de confinamento ocupei o meu tempo em casa a ver filmes, jogar alguns jogos, dormir, ver televisão, ver a telescola e fazer as aulas de Educação Física, ler livros, fazer os trabalhos da escola pelo computador e passear a minha cadela.
A maior parte do tempo senti-me triste porque não podia estar com os meus familiares, amigos e colegas da escola a não ser por chamadas e mensagens.
Alguns aspetos positivos que encontrei neste período, foi que tenho mais tempo para fazer coisas que antes não tinha. O horário da escola é mais flexível, porque eu é que tenho gerir o meu horário, de modo a acompanhar as aulas e a fazer os trabalhos. Um aspeto bastante positivo, foi o de nas aulas em casa ter de trabalhar mais com o computador, o que me permitiu aprender coisas novas que eu desconhecia. Durante este período de confinamento pude passar mais tempo com o meu pai, pois foi ele que ficou em casa a dar-me apoio enquanto a minha mãe trabalhava.
Sinto falta de sair de casa e poder estar à vontade com os meus familiares e amigos poder dar-lhes um abraço ou um beijinho sem estar com medo de uma doença que não se sabe muito bem como a apanhamos ou quem esta doente e nos pode transmitir. Sinto falta de ir à escola e estar com os meus amigos e colegas de turma e poder brincar com eles.
As atividades escolares não foram tão interessantes porque é muito diferente estar só em casa a fazer trabalhos de casa, do que estar na escola a assistir as aulas, e se tiver dúvidas em alguma matéria tirá-las de logo na aula com o professor.
E agora espero que esta pandemia passe rápido para voltar o mais rápido possível à vida normal.

João Fernandes, 6ºD