quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Álvaro, o duende que não queria ser duende!

Palavras: duende, Minotauro, animal, feiticeira, aldeia 

   Há muito, muito tempo, numa terra distante, na aldeia de Minerva morava o duende Álvaro.

Conhecido por todos por ser o mais pequeno dos duendes e com as maiores orelhas, Álvaro era gozado por todos na aldeia.

  Certo dia, quando regressava da escola, depois de muito se rirem dele, a caminho de casa, Álvaro ia gritando que não queria ser duende:

  - Preferia ser um cavalo e, se o fosse, derrubava-os com um coice, ou então outro animal qualquer, forte e corajoso! E assim, foi o caminho todo a lamentar-se.

   Álvaro era filho de gente com muito dinheiro. Nesse dia, ao chegar a casa pediu à mãe para que o levasse à feiticeira da aldeia, para que esta o transformasse num Minotauro. Assim manteria a sua versão de homem e de touro, um animal forte e perigoso.

   E assim foi, Arlete, a feiticeira, transformou-o num valente Minotauro e todos passaram a respeitá-lo.

     Rodrigo Pinto, 7º G 

A figueira



Palavras: “Figueira”, “Sr. Joaquim”, “Heróis”, “Sorte” e “Cinza”.

        Era uma vez um bondoso homem que vivia com a sua mulher numa casa muito bonita, que ficava situada em Penafiel, Portugal. Esta casa era rodeada por jardins cheios de cor e plantas de todo o tipo. Era o Senhor Joaquim e a D. Rosa, a sua mulher, que cuidavam deles.

      Todos os dias pela manhã, o Sr. Joaquim regava os jardins, mas, um dia, enquanto realizava esta tarefa, reparou que a sua figueira estava repleta de figos já maduros, o que era muito estranho porque era início de primavera e as figueiras só costumam encher-se de figos, prontos para comer, pelo outono. O senhor Joaquim ficou admiradíssimo com o que viu e não queria acreditar no que estava a acontecer. A dona Rosa, como não ouvia a água a correr, decidiu ir ao jardim ver o que se passava e, olhando para a figueira, também ela ficou parada e pasmada, tal como o Sr. Joaquim, com o que estava a observar.

         Depois de conversar com a sua mulher sobre este fenómeno invulgar que estava a ocorrer no seu jardim, o senhor Joaquim decidiu seguir o conselho da esposa e ligar para o palácio real para falar com o rei, pois este, era uma pessoa sábia e com certeza poderia ajudá-lo a compreender o que estava a passar no seu jardim com a sua figueira. Após falar com o secretário do rei, o senhor Joaquim foi até ao seu carro e conduziu-o até ao palácio, para uma entrevista com o rei, seguindo o conselho da sua esposa.

         Quando chegou ao palácio, foi levado até ao gabinete do monarca e tiveram uma longa conversa. Enquanto o senhor Joaquim contava o sucedido, o rei olhava-o sem acreditar no que este lhe dizia e, apesar de toda a sua sabedoria, considerava que a história que ele lhe estava a contar era impossível de ser real, mas quando o Sr. Joaquim lhe mostrou uma fotografia da figueira, ficou pasmado sem saber o que dizer. Chamou então os botânicos do palácio que acompanharam o senhor Joaquim até ao seu jardim, a fim de observarem o estranho acontecimento que tinha ocorrido com a sua figueira.

          Chegados ao jardim, também eles ficaram pasmados com tal acontecimento e decidiram recolher folhas, figos, bocados do tronco e da raiz que, devido à idade da figueira, já se encontrava fora da terra. Recolhidas as amostras, abandonaram a casa, prometendo ao senhor Joaquim que iam descobrir o que se estava a passar.

           O senhor Joaquim entrou em casa e, enquanto jantava, contou tudo o que tinha acontecido durante a tarde à sua mulher, que o ouvia com muita atenção. Depois de jantar, sentou-se no sofá a ver o filme “Os Heróis de Telemark”, acabando por adormecer.

            No dia seguinte, o senhor Joaquim levantou-se muito cedo, pois não tinha conseguido dormir à conta da história da figueira. Depois de tomar o pequeno-almoço, caminhou até ao jardim e fez o habitual, regou as suas plantas e, enquanto as regava, cantarolava músicas portuguesas, mas tendo sempre na mente o estranho fenómeno da sua figueira. Foi após o almoço que recebeu uma chamada do palácio a pedir para se dirigir ao mesmo. Muito curioso com o que os botânicos tivessem descoberto, o senhor Joaquim rapidamente chegou ao palácio e foi levado até ao Jardim Botânico, onde se encontrava o rei e os botânicos reais. Quando lá chegou, foi informado que a sua árvore estava infetada com um organismo denominado “Bacteranix”. Esta infeção era provocada por um fungo que fazia com que as árvores dessem frutos durante todo o ano, mas que não podiam ser consumidos pelos seres humanos. Também foi informado que teve muita sorte pelo facto de a infeção não se ter alastrado a outras plantas e árvores de fruto. Por fim, foi aconselhado a cortar a figueira para que a infeção não se alastrasse ao resto das árvores do seu jardim e às dos jardins vizinhos. O senhor Joaquim ficou muito triste pois esta árvore já tinha quase trinta anos e tinha sido plantada pelos seus pais que, infelizmente, já tinham falecido.

       Mais tarde, chegou a casa e contou a descoberta dos botânicos à sua mulher que ficou igualmente muito triste. Ligaram, então, para um amigo que trabalhava a cortar árvores de grande porte.

        Quando o trabalhador rural chegou, a dona Rosa e o senhor Joaquim levaram-no até à figueira que, depois de algum tempo, começou a ser cortada. O casal observava tudo à distância, com muita pena do acontecido, pois a figueira tinha um grande valor sentimental.

        Depois de a árvore ser cortada, foi queimada, restando no local um monte de cinza. O casal ficou muito triste por ter de cortar a árvore, mas, ao mesmo tempo, aliviados por o fungo não ter infetado outras plantas e árvores.

         Passado algum tempo, a dona Rosa e o senhor Joaquim criaram a maior empresa de árvores de Portugal que cuidava de árvores que, tal como a sua figueira, tinham sido infetadas com o “Bacteranix” e outros fungos e bactérias. O casal decidiu criar esta empresa para ajudar a Natureza, porque cuidar da Natureza é uma missão de todos nós.

Beatriz Pereira, 7ºG

                                                                      

 

A noite de trovoada

 

Palavras: Pobre, trovoada, família, quinta, vento

Era uma vez uma família modesta que morava numa pequena quinta, nas encostas do rio Douro. Apesar de serem pobres, lá em casa, havia tarefas. Todos em casa tinha algo para fazer.

O pai tinha um grande tanque para poder regar sua horta, Pedro, o filho mais velho, tratava das galinhas e procurava os ovos, com paciência, por toda a capoeira. Já Joana, a filha mais nova, ajudava a mãe nas tarefas da casa.

Um dia, tudo corria na normalidade na vida deles, quando, de repente, o céu começou a ficar cinzento e o vento começou a soprar e uma grande trovoada começou a aproximar-se.

Todos foram para a sala e sentaram-se-se no sofá. Agasalharam- se em cobertores, à espera que o mau tempo parasse, mas, a trovoada não dava tréguas. Chovia tanto, mas tanto que o telhado começou a desabar, a água foi entrando, e a lama bloqueou as portas. A família estava encurralada dentro da sua própria casa. Assustada e já sem saber o que fazer, eis que se começou a ouvir as sirenes dos bombeiros que, rapidamente, chegaram e começaram a tirar toda a lama que estava na porta. Quando finalmente conseguiram abrir a porta, a mãe gritou:

_ Graças a Deus, chegaram os heróis!

Saíram são e salvos daquela noite assustadora que deu cabo de toda a sua plantação.

Embora ficassem sem quase nada, estavam felizes por nada de mal lhes ter acontecido.

No dia seguinte voltaram a sua casa para reconstruir as suas vidas.

 Ivan e Fred, 7º G  

Uma aventura na floresta encantada

 

Palavras: ódio, malvado, pote, lagartixa e disfarce.

 

Certo dia, eu e os meus amigos decidimos percorrer a floresta encantada e ver os animais que aí habitavam.

Chegados ao destino, decidimos fazer grupos de dois para podermos percorrer e tirar fotografias a todas as plantas e animais.

Eu e o João avançamos pelo trilho do meio, nisto o João disse:

- Hugo, reparaste naquela luz dourada, muito brilhante, ali ao fundo?

-Não reparei, mas vamos lá ver.

 À medida que nos aproximávamos, a luz ficava cada vez mais forte. Surpreendidos, vimos um pote de berlindes e um mapa com vários enigmas e instruções que teríamos que seguir para descobrir o tesouro final.

_ João, que achas? Vamos em busca do tesouro, perguntei eu.

_ Claro que sim, anunciou o João entusiasmado.

Seguimos com muita atenção todas as indicações referidas no mapa, tirando muitas fotografias a tudo o que mexia e às bonitas paisagens que íamos encontrando.

O mapa levou-nos até à entrada de uma gruta vigiada por uma lagartixa gigante. Para entrarmos nessa gruta, o mapa dizia para atirarmos os berlindes, que estavam no pote, para longe, porque a lagartixa distraía-se com objetos que rodavam. Assim o fizemos e, mais uma vez, o mapa ajudou-nos muito a conseguir a proeza de entrar na gruta.

_Que ódio, este malvado morcego mordeu-me, disse o João.

_João, precisas de ajuda? Perguntei eu, aflito.

_Não,  obrigado, isto já passa.

_João, para a próxima, quando entrarmos numa gruta temos que vestir um disfarce de morcego, para passarmos despercebidos.

Quando chegámos ao fim da gruta, vimos um baú cheio de várias espécies de sementes, com uma mensagem: “Planta-nos e verás a floresta sempre rejuvenescida”.

Lida a mensagem, pegámos no baú e regressámos ao ponto de encontro. Os nossos amigos já nos esperavam.

Partilhamos as nossas aventuras, vimos as várias fotografias e marcámos um novo encontro para plantar as sementes encontradas.

 

 Hugo Dinis e mãe, 7ºG

   

A aventura do Duende

 

Palavras: duende, bruxa, gigante, maldição, torre

 

Era uma vez duas criaturas mágicas que viviam numa aldeia, um duende arrogante e um gigante bondoso.

            No ano mil duzentos e tal, o gigante fez trezentos e sessenta e dois anos e organizou uma festa, para a qual convidou os seus amigos mais chegados.

            Na festa apareceram poucos convidados, a bruxa, o duende e a joaninha, que teve de ir embora a meio da festa. O gigante ficou muito triste e decidiu ir para casa para ficar com a sua família. O duende arrogante achava que ninguém tinha vindo por causa da bruxa e, então, virando-se para ela muito zangado, diz:

            - Foi por tua causa que ninguém veio, bruxa malvada!!!

      - Isto não foi por causa de mim! E acrescentou, enraivecida. _ Por me acusares, vais ser amaldiçoado!...Ao mesmo tempo que diz alto as suas palavras mágicas” Abracadabra pé de cabra!” _ Agora, se não cumprires as minhas ordens, não conseguirás desfazer a minha e, agora, tua maldição!

             - Isso é tudo mentira!

             - Ai é? Então, vais ver! E continuou. _ Se quiseres voltar ao normal, tens de me trazer os fios de ouro, o caldeirão, a varinha de condão e a cítara de diamante da minha falecida mãe. E aqui tens o mapa. Boa sorte!! Ao dizer a sua sentença, desaparece.

            O duende, sem acreditar na bruxa, foi para a casa do gigante para ver como ele estava. Chegando lá, o duende bateu à porta e o gigante abriu-a. O duende, sabendo do que tinha acontecido na festa do gigante, perguntou-lhe, compadecido:

             - Gigante, eu sei que a tua festa não correu como esperavas, mas precisava que tu me ajudasses a quebrar uma maldição que a bruxa me lançou.

             - Não sei se te posso ajudar. Não estou muito confiante acerca disso…

            - Anda lá, por favor!

             - Okay…respondeu, ainda que pouco confiante, o gigante que gostava de ser amigo de toda a gente.    

 - Para quebrarmos a maldição, temos que encontrar os pertences da mãe da bruxa, que fica no ponto X deste mapa, informou o duende.

E lá ficaram os dois desvendar o mapa que continha as indicações. Depois desta conversa, os dois amigos foram seguindo o mapa. Até que veio uma ventania e o mapa saiu a voar. Ambos ficaram tristes, pois fizeram uma longa viagem para nada.

Estavam nesta tristeza, quando aparece, do nada, uma fada que lhes perguntou:

            - Precisam de ajuda em alguma coisa?

           - Sim, nós perdemos o mapa que nos permitia chegar à torre que contem os pertences de uma bruxa.

           - Eu sei qual é a tal torre e estamos perto de lá, eu guio-vos até lá.

           - Obrigado, por nos ajudares!

Com a ajuda da fada, os aventureiros conseguiram chegar à torre e, mal chegaram, deparam-se com um guarda que lhes disse:

- Para entrarem na torre têm que responder a esta adivinha. Sem isso, nada feito. E coloca, então, o enigma: “O que é o que é que se dá e recebe, que nos conforta, aconchega, aquece e é gratuito?

 - Hum…hum…Bem… eu, eu não sei …, responde o duende.

 - Têm de responder, se não ficarão presos para sempre! Respondeu muito sério o guarda.

 - Ok … confirma o duende, já quase rendido ao fracasso da operação.

 - Tens três oportunidades, insistiu o guarda, já com pena deles.

 - Talvez o cobertor? Adiantou o duende.

 - O quê? Claro que não!!

 - Talvez um casaco? Interveio o gigante ainda esperançoso.

- Não! Respondeu mais uma vez o guarda.

 - Então…e pensa mais uma vez o duende. Depois, acrescenta: _ espero que seja isto … “um abraço”?

  - Acertas-te, duende… muitos parabéns.

  - Conseguimos!!! afirmou o duende, pulando de alegria e dando um abraço ao guarda.

O guarda deixou-os entrar para pegarem as coisas da mãe da bruxa.

            Os dois amigos voltaram para a aldeia, para entregar os pertences da mãe da bruxa. Quando chegaram, o duende disse à bruxa:

- Aqui estão as coisas da tua mãe, bruxa malvada! Agora, já me podes tirar a maldição?

- Não, eu não te posso tirar a maldição, porque era tudo mentira. Eu só te dei esta missão para tu te tornares mais bondoso! E já sei que melhoraste como pessoa.

            De facto, nunca é tarde para mudar!! 

Pedro Feliciano e Miguel Carvalho, 7º G