sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Desafios lá pra casa


Palavras: Pauta; Amizade; Moldar; Semana; Justiça

            Chegaram, enfim, as férias do Natal! Que felicidade imensa e, só de pensar que vou dormir até tarde, o resto do dia até correu melhor e mais rápido.
Apesar das notas serem afixadas na pauta, a diretora de turma avisou-nos, na última aula, que a reunião para entrega da avaliação do primeiro período seria na semana a seguir à passagem de ano, no dia seis de janeiro, às 18:30, na escola. Pediu-nos que os encarregados de educação não faltassem, pois queria, em conjunto, encontrar soluções para alguns problemas que tinham acontecido durante o último período.
A ligação entre nós e a diretora de turma é forte e a amizade tem ajudado a criar um bom ambiente na turma pelo que sugerimos que nós também pudéssemos participar na reunião.
O meu interesse em estar presente será para alertar a situação que surgiu na aula de Educação Tecnológica. Tínhamos um trabalho para fazer em grupo que consistia em moldar um vaso em barro e depois pintá-lo para que fosse colocado, como decoração, num local da escola, mas naquele dia aconteceu o acidente de partirmos a máquina de fazer moldes. O trabalho era muito difícil porque a prática de trabalhar com barro é pouca. Partimos a máquina, mas ninguém avisou a professora e, quando ela deu conta, ninguém admitiu para sua desilusão. Por uma questão de justiça, a avaliação deste projeto não deveria ser tomada em conta, já que não estávamos devidamente habilitados no domínio da técnica do barro! A professora até concordou com esse aspeto da avaliação, mas não aceitou que ninguém a avisasse do incidente. Fez participação à DT e marcou falta disciplinar, coletiva, para nosso espanto.
A nossa covardia e irresponsabilidade saiu-nos cara, porque era nossa obrigação ter alertado a professora, e como foi um acidente, ela até poderia ser compreensível connosco.



Tiago Garcia, 8ºB
Professora Salete Valente

Desafios lá pra casa




Palavras:  calças, pássaro, bicicleta, cão, bola


            Era domingo. Eu e os meus amigos decidimos dar um passeio de bicicleta pela aldeia, junto da natureza. Como nesse dia iria estar muito calor, concordámos partir por volta das sete da manha, pela fresquinha.
             Tal como combinado, reunimo-nos no campo, tendo faltado apenas  o Gonçalo que ficou a dormir, porque no dia anterior, segundo ele, deitou-se tarde porque teve de levar o cão ao hospital veterinário, pois tinha fraturado uma das patas ao cair da noite.
            Quando estávamos perto do monte de Santa Bárbara, um dos colegas, o João, assustou-se com um pássaro, que se atravessou à sua frente, vindo de uma árvore frondosa, centenária talvez, e caiu magoando-se e rasgando as calças. Como ele era forte e destemido, levantou-se imediatamente, pronto para continuar a caminhada. Ainda que a sua perna estivesse a sangrar, não quis ir lavar a ferida e pôr um penso a casa. O João preferiu ir jogar à bola para o campo, pois foi isso o combinado. Para nosso espanto, o João jogou como se nada tivesse acontecido, entusiasmado e feliz, pois os momentos em que os amigos podiam estar todos juntos eram muito raros, ora porque os pais não deixavam, ora porque estava mau tempo, a chover ou muita geada.
            Aproximava-se a hora do almoço e eu avisei os meus colegas que tínhamos de regressar, pois prometera à minha mãe que voltaria a tempo de almoçar em família. Além disso, combinara com a Sofia ir ao cinema ver o filme “ Jumanji”. Os meus colegas, como não são muito amigos de ir ao cinema, reagiram contrariados.
O regresso a casa foi mais rápido, pois estávamos esfomeados.



 Alunos do apoio, 8º C
Professora Salete Valente